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Goiás já conta com Cadastro Ambiental Rural

O Cadastro Ambiental Rural (CAR) está valendo em Goiás. O sistema foi liberado pelo Ministério do Meio Ambiente apenas para os estados de Goiás e Rio de Janeiro como Estados Pilotos para implantação do SICAR. Agora, os proprietários de terras já podem fazer sua inscrição pelo novo sistema. O CAR utiliza imagens de satélite atualizadas como referência para declaração das reservas legais, áreas de preservação permanentes (APPs) e das áreas de uso alternativo do solo. Os maiores benefícios são a redução do tempo de análise dos processos em até 90% e a aquisição de informações mais precisas e atuais captadas pelo satélite. Em Goiás, a Secretaria estadual do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos (Semarh) é responsável por implantar o CAR. Pelo fato de que todas as propriedades rurais deverão integrar o sistema, a procura por informações por parte dos produtores rurais e responsáveis técnicos tem sido intensa. Há meses, a Semarh promove palestras e cursos de capacitação do CAR para estes profissionais. Até agora, mais de 800 pessoas já foram capacitadas para utilizar o sistema. A princípio, o CAR vale para doze municípios-piloto. São eles: Jataí, Rio Verde, Mineiros, Alto Paraíso, Bela Vista de Goiás, Caldas Novas, Goianésia, Ipameri, Itumbiara, Minaçu, Trindade e Itapaci. A escolha dos municípios foi feita com base em suas características, que vão servir como termômetros para o funcionamento do Cadastro. A previsão é que o novo sistema passe a valer para todo o território estadual no início de junho, após a instituição oficial do SICAR previsto para 25 de maio deste ano. O CAR foi criado dentro do Novo Código Florestal como uma...

Conselho de Meio Ambiente aprova Código Florestal Goiano

Conselho Estadual do Meio Ambiente (Cemam) aprovou o texto do novo Código Florestal do Estado, durante reunião extraordinária na manhã desta sexta-feira. A aprovação foi precedida por uma intensa discussão sobre diversos pontos do texto, desde o prazo para recuperação de reservas legais até questões de nomenclatura. Para o conselheiro representante da Ecodata, Donizete Tokarski, o texto deve ser acompanhado de outras ações voltadas à preservação ambiental. “Uma campanha educativa acerca do próprio código é de extrema importância para vários setores da sociedade”, diz. Já o conselheiro Marcos Martins Borges, da Goiás Turismo, atentou para a possibilidade da existência de reservas legais extraestaduais. “Temos que estar atentos para esta questão. Goiás perde com as reservas legais fora de nosso território. Propriedades rurais goianas devem ter suas reservas em Goiás”, destacou. Atualmente, as reservas legais podem estar fora da propriedade rural, desde que estejam dentro do mesmo bioma, no caso goiano, predominantemente, o Cerrado. O texto do Código Florestal estabelece que as reservas legais extraestaduais só poderão existir caso hajam convênios interestaduais nos estados que possuem áreas de Cerrado. O bioma abrange onze estados da Federação. Conselheiro representante do Crea-GO, João de Deus aponta para a importância do Cadastro Ambiental Rural  para a formação de um diagnóstico preciso das reservas legais e acompanhamento do uso do solo. Representante da Seagro no Conselho, Alécio Marostica acredita que a aprovação do Código trará segurança aos produtores rurais. “Com o novo Código, os produtores saberão o que podem e o que não podem fazer”, argumenta. Coordenador da Comissão que elaborou o texto do Código Florestal goiano, o superintendente de Gestão e Proteção Ambiental...